PARTE II
O falso anonimato
Por: Danielle Bandeira
Muitas pessoas acreditam que na internet seja muito mais fácil usar uma identidade falsa ou manter-se no anonimato, mas à medida em que a Web evolui, essa crença se mostra cada vez mais contrária.
Você pode achar que tudo não passa de balela, mas experimente fazer uma busca no Google com o nome ou e-mail de algum conhecido ou, melhor, o seu próprio. Se você não achar nenhum resultado, tenho que lhe parabenizar, pois você sabe mesmo como ser cuidadoso(a) na hora de expor suas informações.
Porém, como falei na primeira parte deste artigo, se você faz um cadastro virtual com qualquer finalidade que seja, suas informações estarão sob responsabilidade de uma pessoa ou empresa, e se esta pessoa ou empresa agir com má fé, suas informações podem parar na mão de terceiros ou na pior das hipóteses, mas não rara, nas mãos de qualquer curioso a apenas uma pesquisa de distância.
Pessoas mal intencionadas poderão usar suas informações para praticar crimes e policiais virtuais podem te rastrear se é você quem pratica atos ilegais.
Acredito que você não seja um desses indivíduos que saem por aí criando identidades falsas para praticar atos criminosos. Então, você deve ser aquela pessoa que prefere manter-se no anonimato justamente para se proteger desses indivíduos. E você está certo, porém não é um anônimo como pensa que é, mas nem os criminosos virtuais o são.
O fato é que, por incrível que pareça, torna-se cada vez mais difícil criar e manter uma identidade falsa na Web, pois basta qualquer informação contraditória para que os “neodetetives” resolvam o caso com uma pesquisa mais sofisticada. O desafio do anonimato acaba ficando apenas para os crackers (os verdadeiros criminosos virtuais, chamados equivocadamente de hackers).
Direcionando nossa visão para o lado técnico, sabemos que toda máquina ou o conjunto de máquinas numa rede possui um endereço de IP estático ou dinâmico (que muda a cada nova conexão), porém, que sempre será único na Internet.
Através dessas informações, sabemos que é perfeitamente possível, e freqüentemente usado, o rastreamento de IP, com pouca ou muita dificuldade dependendo do nível de conhecimento em informática do “foragido”. Há outras formas de rastreamento, mas não vem ao caso.
Quando o foragido é um especialista em quebrar senhas de segurança, passar por firewalls e invadir sistemas sem deixar um rastro sequer, é claro que o trabalho para encontrá-lo é muito mais árduo e demorado, mas não impossível. É só lembrarmos do famoso caso de Kevin Mitnick.
Então, por mais que não divulguemos nenhuma de nossas informações pessoais, a partir do momento em que adquirimos um computador com conexão à Internet e passamos a usá-lo, nós ocupamos um “lugar” na rede mundial de computadores, e este lugar possui um endereço.
O que temos que fazer é lidar com o mundo virtual da mesma forma que lidamos com o mundo real. Não faça na Internet o que você não faria no mundo real, salvo casos de liberdade de expressão, onde você não teria coragem de expor uma opinião em público, e mesmo assim tomemos muito cuidado.
Portanto, sempre leia os termos de uso antes de aceitá-los, não faça nada ilegal na falsa certeza de que ficará impune, não publique informações, imagens ou vídeos comprometedores que possam arruinar sua imagem como pessoa ou profissional.
Na terceira e última parte deste artigo falarei justamente sobre divulgação de conteúdo comprometedor.
Espero que estejam gostando. =)
Até a próxima semana!

